Mais importante do que dizer “eu te amo”, é amar de verdade.

“Você sempre reclamou que eu não dizia que te amava. Pois bem, todas as vezes nas quais você você chegava do trabalho chata para caralho, reclamando sobre o dia, às vezes até chorando, e eu te interrompia no meio do atropelo das suas palavras com um alpino ou te enfiava no carro para comermos um temaki, eu estava dizendo, do meu jeito, que te amava, e muito. Sabe também aquela vez que eu te levei ao médico? Foram tantas, eu sei. Mas aquela, específica, em que eu entrei no consultório e você, brava comigo, disse: “Não precisa entrar. Eu não sou uma criança!”. Lembra? Então, naquele dia e em todas as outras vezes que te carreguei ao Pronto Socorro no meio da madrugada, eu gritava dentro de mim meu amor por você com medo de te perder por qualquer gripe ou doença maléfica, que fosse. Cuidar de você era minha forma de dizer “eu te amo”.

E quando você saía pela casa de calcinha com aquela sua coisa verde no rosto. Como é o nome daquilo mesmo? Mascara rejuvenescedora. Naquelas noites, que eu te chamava carinhosamente de Fiona, eu te achava a mulher mais linda e sexy do planeta e, nos meus pensamentos, só olhava para você dizendo o quanto eu te amava.

Com o olhar, dizia ainda mais que te amava quando via você fazer o bem às pessoas na minha frente, de graça, sem pedir nada em troca. Como o dia em que você foi levar presentes em comunidades no dia das crianças. Nesses momentos, não era só um “eu te amo” que passava pela minha cabeça, mas sim, “essa é a mulher da minha vida”. Sem contar as inúmeras vezes que você ajudou a minha avó, limpou o xixi do cachorro, lavou louça de coque, que dançou na frente da TV, bêbada, se achando a Xuxa, que parou no meio do sexo para gargalhar, que você lambeu o pote de sorvete… e por aí vai.

Nesses e nos outros 365 dias do ano, de todos os anos que passamos juntos, eu sempre disse que te amava, do meu jeito, com um olhar, com um sorriso, ou até mesmo fazendo cara feia. Posso não ser muito bom em fazer declarações de amor ou ficar fazendo promessas ao pé do ouvido, mas meu bem, de uma coisa tenho certeza, eu nunca deixei de te fazer sentir amada”

E assim eu descobri que mais importante do que ouvir um “eu te amo”, é amar de verdade!

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4 comentários sobre “Mais importante do que dizer “eu te amo”, é amar de verdade.

  1. Ana, como você disse; mais importortante do que ouvir um “eu te amo” é amar de verdade. Eu concordo tim tim por tim tim com seu texto mas a comunicação também é importante. Quando não falamos o que pensamos e não perguntamos, nós construímos relações baseadas em impressões. Você costuma saber o que motiva, quais são os medos, e de que forma foram criados os sonhos das pessoas que mais ama? Sabe seus traços e costumes que mais incomodam? Compreende o seu papel na vida delas? O que elas esperam receber de você?
    Esses ‘acordos’ geralmente não são verbais, cada um imagina algo baseado na sua história… podem até ser lidos nas entrelinhas, mas aliado a um amor de verdade não existe nada melhor que um “eu te amo” dito ao pé do ouvido…

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