Melhor que amar é se sentir amada

Tão bom se sentir amada. É a melhor sensação do mundo. Seja pela família, namorado, noivo, marido, amigo, colega de trabalho… Tão bom se sentir querida, se sentir cuidada. É um sentimento que vai além de gratidão. É algo sagrado, que vem de lá de dentro.  É se sentir essencial para o outro, para o mundo e para você.  É ter a certeza de que você é parte da felicidade de alguém.  É conseguir enxergar no olhar que esse alguém até vive sem você, mas não quer. É se sentir responsável por um sorriso. É receber sem saber, de fato, o que foi que você fez para merecer tanto. É um amor sem tamanho.

O mais engraçado disso tudo é que a pessoa não precisa dizer que te ama.  Você simplesmente sabe. Ela consegue expressar na forma como sorri, na forma como te agradece, te pede e até nas vezes nas quais te esquece. Você sabe que ela se importa, que ela te quer bem. É a forma como ela se interessa em saber da sua vida e em compartilhar a dela nos mínimos detalhes sem que você sequer pergunte “o que é?” “como estão as coisas?” “qualé que é?”. Ela te lota de informação boa, ruim, e você sabe que é bom ouvir com atenção, porque sua opinião vale muito. É transformar tristeza em alegria num piscar de olhos e mudar o rumo da prosa, para uma ainda mais gostosa. É demonstrar doçura, carinho, ternura, na fala, no abraço e no beijo, seja na boca, na testa ou no queixo.

É sentir um conforto no coração. Não se sentir sozinha nunca. É saber que com aquele ombro você pode contar, que não importa a hora, você sempre vai poder ligar. É duvidar da sua capacidade e ter aquela pessoa para sempre te fazer lembrar quem você realmente é.  Porque, para ela, você é incrível e com você, a vida faz  ainda mais sentido. É sentir o coração bater mais forte. É poder desprezar a tristeza e a desgraça, porque sofrer, com tanto amor assim, não é preciso. E, mais do que tudo isso, é sentir-se em paz. É se sentir segura, se sentir viva. Porque nada neste mundo faz mais sentido do que amar e ser correspondida.

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#prontofalei

Fácil, né? Me amar linda, maquiada, de cabelo escovado, de vestido tubinho, com uma taça de champagne na mão e sorrindo. Fácil, né? Me amar em NY, passeando pela Times Square ou tomando um café ao lado da torre Eiffel. Fácil me amar em dias ensolarados em que corremos no parque e paramos para tomar uma água de coco, enquanto incentivamos ao outro. Fácil me amar sem discórdia, sem cara feia, sem brigar por besteira. Fácil amar com rosas e orquídeas em datas comemorativas. Fácil me amar nos jantares de terça e sexta à noite, no bar com os amigos, rindo da vida. Fácil me amar no motel, gostosa e cheia de amor pra dar. Fácil me amar companheira, sendo amiga de todo mundo e jogando vídeo game sem reclamar. Fácil me amar novinha, saudável,  impecável, de bom humor e sem nenhum temor.

Quero ver me amar descabelada, às 6h da manhã, de cara lavada, olheira, maquiagem borrada, mau humorada, com fome e de ressaca. Quero ver me amar nas dificuldades financeiras, nos domingos chuvosos em que seremos só eu, você e o sofá. Quero ver me amar acima do peso, queimando o jantar, por não saber cozinhar. Quero ver me amar surtada, com medo e cheia de manias. Quero ver abrir mão do futebol com os amigos para visitar a minha avó com esquizofrenia. Quero ver me amar doente, na fila do pronto atendimento com crianças berrando e médico que não gosta de perder tempo. Quero ver mesmo amar todos os meus defeitos. Quero ver me amar na TPM, com ciúme, com cara fechada e sem vontade de conversar. Quero ver me amar com frio, chata e com a famosa dor de cabeça, que faz perder a vontade de transar. Quero ver me amar em lágrimas, porque meus pais vão se divorciar. Quero ver me amar velhinha, sem nem ao menos lembrar a que horas será servido o jantar. Quero ver aguentar perrengues lado a lado, sem hesitar. Quero ver provar o seu amor quando eu mais precisar.

Como já dizia o padre em uma união católica, para estar junto é preciso amar ao outro na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença. É preciso, acima de tudo, respeitar ao outro, como gostaríamos de ser respeitados. E, mais do que isso, é preciso doar. Se doar. Se entregar. É preciso aceitar que ninguém é perfeito e nunca deixar o amor se tornar apenas apego. É preciso abrir mão do egoísmo e entender que existirão momentos de paixão, mas que somente com amor de verdade é que nos levantaremos do chão. Porque, hoje em dia, é muito fácil ser o casal apaixonado e feliz nas redes sociais. Quero ver isso tudo no mundo real. #prontofalei

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O tempo não para e a gente também não

E daí os dias passaram, virei a página do calendário, vi mudar a estação, o dia acabar, a noite chegar, trocar a fase da lua. Reparei a troca do cardápio daquele café de rua, a mudança dos garçons daquele restaurante que a gente ia. Vi gente ir, vi gente voltar. Terminei de ler três livros de lá pra cá. Um no qual chorei muito, outro que não via a hora de acabar e o último, que me fez pensar. Vi o sol raiar, a chuva cair, o granizo acabar com o capô do meu carro. Me emocionei ao assistir o pôr do sol na praia, na janela de casa, na estrada, em qualquer lugar. Morri de frio, de calor, de cansaço. Fiquei noites sem dormir e custei para acordar para trabalhar. Fiz novos amigos. Me distanciei de alguns antigos. Me apaixonei mais de uma vez pela pessoa errada e deixei passar mais de uma vez a possível pessoa certa. Comprei compulsivamente. Estourei meu cartão de crédito. Tive medo, mas superei. Caí, mas levantei. Deixei a peteca cair, mas não desequilibrei.

Ri, todos os dias. Alguns dias mais, outro menos. Saí, cantei, dancei e bebi. Comi demais, comi de menos, engordei, emagreci.  Corri, andei, parei. Chorei de tristeza, de alegria, de bobeira. Me perdi, me encontrei. Adoeci, me curei. Lutei. Perdi e ganhei. Mudei alguns hábitos, retomei alguns antigos. Comecei a xingar, quem diria. Mudei o caminho, depois de anos parada no trânsito na mesma avenida. Errei muito. Aprendi a ouvir, a calar, a aceitar. Descobri palavras novas, esqueci algumas fórmulas. Me inscrevi para aprender um novo idioma. Escrevi, mas não mandei. Falei demais e me ferrei. Combinei e não fui. Combinaram comigo e não apareceram. Quebrei a cara. Viajei. Lavei a alma na água salgada. Surpreendi e fui surpreendida. Parti corações, perdi a razão. Ganhei um argumento. Ganhei prêmios. Fui reconhecida. Falei muitas verdades. Menti. Me arrependi.

Os dias passaram e eu mudei muito, mas não mudei nada. Mudei o cabelo, mas continuei com a mesma cara. Mudei de casa, mas a louça continuou na pia e a geladeira vazia. Eu ainda assino tv a cabo, mas não desisto da novela. Baixei músicas novas, mas só escuto as velhas. Ainda dou dinheiro para o pedinte na rua sabendo que ele vai comprar droga, ao invés de comida. Ainda acredito que há bondade no bandido e que a vida não está tão perdida. Amadureci, mas ainda sou uma criança e não canso de entrar na dança. Não adianta. O tempo passou, está passando e ainda vai passar. Vamos crescer, envelhecer e morrer. E eu, em qualquer fase da vida, vou para sempre te amar.

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Em 2015, eu só quero paz

Pensei muito sobre como começar este texto e sobre como traduzir meus desejos e anseios para 2015 e agradecimentos de 2014. No fim, eu só cheguei a conclusão de que o que eu mais quero, não só para o novo ano que chega, mas para todos os dias da minha vida, é paz, além de ser grata por tudo o que Deus me deu. Nada mais. Eu já tenho tudo. Tenho saúde, família, amigos, carreira, sou rodeada de amor e cativo as pessoas e, mais amor, por onde passo . Do que mais eu preciso para ser feliz? Eu só quero paz, mesmo. Quero que meu coração continue pulsando com pureza e que as melhores energias se concentrem sobre o que eu faço e ainda vou fazer e conquistar. Eu só quero coisa boa, gente do bem ao meu lado, harmonia e muita, mas muita paz.  Não quero tormentas, pensamentos negativos ou qualquer tipo tristeza. Se isso me alcançar, quero estar em paz para superar. Quero transbordar e transmitir tranquilidade, alegria e só.

Não quero me impedir de viver qualquer desavença da vida. Não quero pedir a Deus, que não tem culpa de nada e só é demandado, coitado, ou a 2015, que mal chegou e já está sendo cobrado por muita gente, que me tragam um cara lindo de morrer e um grande amor, um salário de cinco mil dígitos, uma viagem ao Taití ou qualquer outro pedido clichê ou material que vejo gente pedindo por aí. Quero, apenas, que eles me permitam continuar a viver minha vida em equilíbrio. Quero poder chorar, seja de alegria ou de tristeza, certa de que meu coração está pulsando.

Quero retribuir à fofoca, à inveja, ao ciúme, ao mau olhado, à insatisfação, às mágoas e ao rancor com 1.001 sorrisos. Quero a certeza de um amor pacífico, sem competição, brigas ou mentiras. Quero calma. Quero um dia a dia sereno, até mesmo no trânsito infernal de São Paulo. Quero poder ouvir minha música brega no último volume e me sentir feliz. Quero paciência, tolerância e justiça. Como já dizia Gonzaquinha, quero viver com a pureza das respostas das crianças e acreditar que a vida “é bonita, é bonita e é bonita”.

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